Postado por [email protected] em 06/out/2025 - Sem Comentários
Conjunto de obras e operações da Águas do Rio reduziu drasticamente o despejo de esgoto no mar; praia esteve própria para banho em 80% do tempo em 2025
Point de surfistas, praticantes de voo livre e quintal compartilhado por moradores da Rocinha e de São Conrado, a praia na Zona Sul do Rio está virando símbolo de uma transformação histórica por meio do saneamento. Entre 2010 e 2020, segundo o Inea, a praia esteve própria para banho em apenas 22,4% do tempo. Desde o início da concessão dos serviços de água e esgoto, em 2021, esse índice saltou para 78% dos meses.
A média segue alta em 2025: de janeiro a maio, a praia ficou 80% do tempo própria para o banho. Essa melhora tem uma explicação: mais de 5 bilhões de litros de esgoto deixaram de ser despejados no mar da região a cada ano — o equivalente a 2 mil piscinas olímpicas de água contaminada.
A balneabilidade recorde de São Conrado é reflexo de uma série de ações da concessionária nos últimos três anos e meio. Entre as melhorias estão a reforma e modernização das estações responsáveis por captar e bombear o esgoto dos mais de 100 mil moradores do bairro e da Rocinha e levá-lo para o Emissário Submarino de Ipanema. Foi por conta dessas ações que, hoje, esse sistema funciona 24h por dia e é operado remotamente pelo Centro de Operações Integradas (COI) da concessionária, que fica na Praça Mauá, região portuária do Rio.
“Há uma década, a média de balneabilidade anual girava em torno de 20%. Atualmente, a praia de São Conrado apresenta uma média de balneabilidade inédita, fruto do trabalho gradativo e constante que realizamos na região. Esse esforço integra um projeto de saneamento básico na capital que tem devolvido à população e ao meio ambiente praias historicamente poluídas, como a do Flamengo, Urca e as de Paquetá. Com o tempo, vamos recuperando espaços destruídos pela poluição”, destaca Renan Mendonça, diretor-executivo da Águas do Rio.
Desde novembro de 2021, equipes da concessionária também intensificaram fiscalizações para coibir o despejo irregular de esgoto nas redes de água de chuva, que deságuam no mar, e realizam manutenções preventivas em todo o sistema interligado de esgotamento sanitário da Zona Sul. Com esse trabalho, mais de 120 piscinas olímpicas de esgoto foram impedidas de alcançar redes pluviais, canais e praias da região — o equivalente a 300 milhões de litros de poluentes.

Surfe seguro em águas balneáveis
Marcelo de Farias, de 48 anos, surfa na praia de São Conrado desde a infância. Morador da Rocinha e proprietário de um quiosque na orla, o administrador do perfil no Instagram “Salvemos São Conrado” é responsável por atualizar moradores e outros surfistas sobre a qualidade da água, além de avisar se o mar está propício para praticar o esporte. Nos últimos anos, ele percebeu uma melhora considerável na qualidade da água da praia, o que vem chamando a atenção de moradores e turistas.
“Surfo aqui desde criança e vi a praia se degradar com o esgoto e o lixo. Mas todo mundo aqui percebeu a melhora. Vi de perto equipes da Águas do Rio trabalhando nas elevatórias e vejo sempre manutenções constantes no sistema, antes abandonado”, conta ele, lembrando ainda da importância das pessoas se conscientizarem sobre o descarte correto do lixo. “A concessionária está fazendo a parte dela sobre o esgoto, e as pessoas precisam fazer as delas. Desta maneira a praia ficará livre de poluição”, finaliza.
Praias historicamente poluídas passam por transformação
Praias mais limpas, próprias para banho, e um convite à biodiversidade. Essas mudanças fazem parte do compromisso da Águas do Rio com a recuperação das praias de mar aberto e da Baía de Guanabara. Desde que iniciou uma série de ações de esgotamento sanitário em sua área de atuação, mais de 100 milhões de litros de água contaminada com esgoto deixaram de ser lançados no mar todos os dias.
Postado por [email protected] em 04/out/2025 - Sem Comentários
A Águas do Rio informa que, neste sábado (04/10), foi necessário interromper temporariamente o fornecimento de água tratada em partes da Zona Sul da capital do Rio de Janeiro, para a realização do reparo emergencial de um vazamento em uma tubulação localizada na Ciclovia da Lagoa Rodrigo de Freitas.
Regiões Afetadas: Lagoa Rodrigo de Freitas, Botafogo, Copacabana, Humaitá e Jardim Botânico.
A concessionária orienta os clientes a reservarem a água de cisternas e caixas-d’água para atividades essenciais, adiando tarefas que demandem alto consumo até a regularização do abastecimento. Em caso de dúvidas, a Águas do Rio segue disponível por meio de ligações gratuitas ou mensagens via WhatsApp pelo número 0800 195 0 195.
Postado por [email protected] em 16/set/2025 - Sem Comentários
Satélite que mapeou Marte reforça ações de combate às perdas de água, que resultaram na recuperação de 18 bilhões de litros em 2024. Volume é suficiente para abastecer mais de 300 mil de pessoas em um ano
Preservar a água potável e reduzir o desperdício são dois dos grandes desafios do século 21, especialmente em um cenário de mudanças climáticas, secas mais frequentes e crescente pressão sobre os recursos naturais. No setor de saneamento, um dos principais vilões é o vazamento de água tratada, que se perde em tubulações deterioradas antes mesmo de chegar às torneiras. A Águas do Rio, que atua em 27 cidades fluminenses, vem enfrentando este problema, e está obtendo resultados expressivos no combate às perdas.
Desde 2022, a concessionária do grupo Aegea incorporou ao seu Programa de Redução de Perdas uma tecnologia que parece saída de filme de ficção científica: um satélite que já foi usado para buscar sinais de água em Marte agora está voltado para o subsolo do Rio de Janeiro. A missão? Detectar vazamentos invisíveis a olho nu, muitas vezes escondidos sob várias camadas de asfalto.
Esse “raio x espacial” permite identificar problemas em tubulações em áreas de até 350 km², o equivalente a cerca de 49 mil campos de futebol, em uma única passagem orbital. A tecnologia mapeia regiões urbanas com alta precisão, detectando a presença de água tratada com cloro embaixo da terra, um sinal de vazamentos ocultos na rede. Com os pontos críticos já mapeados, as equipes não precisam mais realizar buscas aleatórias nas ruas: vão direto aos locais sinalizados e usam geofones, um tipo de “estetoscópio” que escuta os sons do subsolo e indica o ponto exato do problema.
Só na área de operação da Águas do Rio são mais de 17 mil quilômetros de redes de água. Em 2024, o satélite detectou 2.726 possíveis vazamentos. Desses, 2.144 foram confirmados em campo, uma taxa de assertividade de cerca de 80%. Com o apoio dessa tecnologia e de outras ações do programa, cerca de 18 bilhões de litros de água tratada deixaram de ser desperdiçados em 2024, volume suficiente para abastecer mais de 300 mil de pessoas por ano.
Para Anselmo Leal, presidente da Águas do Rio, o impacto da tecnologia vai além da eficiência operacional:
“Estamos usando inovação para proteger um recurso essencial à vida. Cada vazamento que conseguimos eliminar representa água limpa devolvida ao sistema, pronta para atender comunidades que historicamente sofrem com o abastecimento. Além de economizar água, também reduzimos o consumo de energia e o impacto ambiental. Isso mostra que tecnologia, quando bem aplicada, pode ser uma grande aliada da sustentabilidade e da justiça social.”
Plano de 10 anos mira redução drástica nas perdas
A jornada até uma distribuição de água mais eficiente é longa. Em novembro de 2021, a empresa assumiu um sistema antigo e altamente ineficiente, com índice de perdas de cerca de 65%. O compromisso da companhia é ambicioso: reduzir esse número para 25% em até 10 anos.
A meta envolve mais do que a detecção inteligente de vazamentos. Inclui também um conjunto robusto de ações de infraestrutura, como a fiscalização de ligações clandestinas, o uso de válvulas para a setorização das redes, além da gestão de ocorrências e ações preventivas via Centro de Operações Integradas (COI), um dos mais modernos da América Latina.
Anselmo reforça que inovação, nesse contexto, é uma ponte para um futuro mais justo e equilibrado:
“Ao unir inteligência tecnológica com compromisso ambiental, mostramos que é possível transformar a realidade das cidades. Com menos perdas, mais pessoas têm acesso à água, o meio ambiente é preservado e todos ganham. Inovar também é cuidar da vida”, concluiu ele.
Postado por [email protected] em 13/set/2025 - Sem Comentários
A Águas do Rio informa que, neste sábado (13/09), foi necessário interromper temporariamente o fornecimento de água tratada em partes do Centro do Rio de Janeiro, para a realização de um reparo emergencial de um vazamento em uma tubulação localizada na Av. Presidente Vargas, Cidade Nova.
Regiões Afetadas: Catete, Glória, Lapa e partes do Centro.
A concessionária orienta os clientes a reservarem a água de cisternas e caixas-d’água para atividades essenciais, adiando tarefas que demandem alto consumo até a regularização do abastecimento. Em caso de dúvidas, a Águas do Rio segue disponível por meio de ligações gratuitas ou mensagens via WhatsApp pelo número 0800 195 0 195.
Postado por [email protected] em 28/ago/2025 - Sem Comentários
A Cedae informou que, devido à falha no fornecimento de energia elétrica no bairro de Senador Vasconcelos, Zona Oeste do Rio de Janeiro, o abastecimento de água no Sistema Guandu-Lameirão foi impactado na tarde desta quinta-feira (28).
Regiões afetadas: Mesquita (BNH, Rocha Sobrinho, Banco de Areia), Nilópolis (todo o município), Rio de Janeiro (Centro e zonas Norte e Sul) e São João de Meriti (todo o município).
O fornecimento de água está em processo de normalização gradativa podendo levar até 72 horas — ou mais — para ser totalmente normalizado, especialmente em áreas elevadas e nas extremidades do sistema de distribuição.
A concessionária orienta aos moradores que façam uso da água armazenada em cisternas e caixas d’água apenas em atividades essenciais, adiando tarefas que exigem maior consumo até que o fornecimento seja completamente restabelecido. A empresa segue à disposição pelo número 0800 195 0 195, que atende gratuitamente por ligações e mensagens via WhatsApp.
Postado por [email protected] em 14/ago/2025 - Sem Comentários
Após obra da Águas do Rio, moradores celebram melhoria do abastecimento
No lugar onde o samba mora, nem tudo era festa para os residentes de 120 lares que sofreram com a falta de abastecimento por quatro décadas. Agora, após a troca de uma tubulação da rede de água da região, feita pela Águas do Rio, moradores das ruas Guanabara e Isaías, em Madureira, finalmente comemoram a chegada de água tratada regularmente em suas casas.
Quem vive na localidade há bastante tempo conta que, durante muitos anos, era comum ficar de três a quatro dias sem ver uma gota d’água sair das torneiras. Essa foi a realidade que Patrícia Fernandes, de 54 anos, encarou por mais de três décadas.
“Eu acordava dia sim, dia não, às cinco da manhã, só para ligar a bomba e tentar encher a caixa d’água. Enquanto isso, já aproveitava para ligar a máquina de lavar antes de sair pro trabalho. Se deixasse para depois, não teria água nem para tomar banho. Após a realização da obra, não preciso mais fazer nada disso e nem uso mais a bomba”, declara a autônoma, moradora da rua Isaías há 37 anos.
Assim como muitos vizinhos, Tamara Maria dos Santos, de 43 anos, também viveu por anos os desafios de uma rotina sem água.
“Eu não deixava a caixa zerar, pois a gente nunca sabia quando a água ia voltar e, se acabasse, tínhamos que comprar. À noite, ligávamos a bomba e ficávamos de olho o tempo todo, com medo dela esquentar demais e queimar. Às vezes até pegava uma pressão, mas dava 10 minutos e a água já para de chegar. Era muito instável”, relata Tamara.
Na rua Guanabara, o problema era o mesmo:
“Moro aqui há 32 anos e a água era sempre fraquinha, o abastecimento era muito ruim. Às vezes, a vizinha achava que eu tinha fechado o registro, mas era a água que não chegava mesmo. Depois da obra, tudo mudou. Agora a água está com a pressão boa, abro a bica e ela vem forte! Em uma hora já lavo tudo e arrumo a casa rapidinho. Não tem nem comparação”, agradece a Maria Aparecida, moradora da rua Guanabara.
Segundo Alisson Frank, coordenador de operações da Águas do Rio, a intervenção foi planejada com base no histórico de reclamações da população e na recorrente falta de abastecimento na região.
“O abastecimento intermitente nessa região era um problema antigo. Por isso, antes de iniciar a obra, realizamos um estudo técnico detalhado para identificar a melhor solução para o local. A partir desse diagnóstico, executamos uma extensão de rede de 675 metros e a substituição de rede nas duas ruas, beneficiando mais de 100 famílias. Após um mês de trabalho, conseguimos resolver uma situação que atravessava décadas”, explica o coordenador.
Postado por [email protected] em 31/jul/2025 - Sem Comentários
Geofone detecta vazamentos e muda realidades no Cachambi
Com o auxílio de um equipamento capaz de ouvir o que os olhos não veem, a Águas do Rio, empresa do grupo Aegea, colocou fim aos constantes vazamentos que afetavam o abastecimento de uma vila no Cachambi, na Zona Norte carioca. A modernização da rede, aliada ao uso do geofone (tecnologia que localiza com precisão perdas de água no subsolo), eliminou os problemas que, há anos, comprometiam a rotina dos moradores.
A intervenção foi realizada em uma vila com 18 residências na Avenida Dom Hélder Câmara. Após repetidas manutenções emergenciais, equipes técnicas identificaram a necessidade de uma ação mais ampla. Com base nas informações fornecidas pelo geofone, foram mapeados pontos críticos e substituída toda a tubulação danificada, além da instalação de um novo registro.
“Eu moro nessa vila há quase 40 anos, e começamos a perceber muitas variações no abastecimento quando os vazamentos passaram a ser mais frequentes. Isso causava falta d’água”, conta Maria Aparecida dos Santos, de 77 anos.
Com o passar das décadas, os canos sofreram corrosão, o que obstruía a rede e provocava a formação de rachaduras e, consequentemente, vazamentos.
“Os funcionários da Águas do Rio sempre vinham fazer os consertos, mas, depois de alguns dias, precisavam retornar porque os vazamentos surgiam novamente. Quando concluíram as obras, de fato, não sofremos mais”, relatou Léia Andrade, de 62 anos.
Para resolver o problema de forma definitiva, equipes técnicas da concessionária iniciaram uma investigação mais detalhada, utilizando o geofone. A empresa então deu início à substituição de toda a tubulação danificada e ainda instalou um novo registro na rede de abastecimento da região.
“Fizemos diversos reparos em um curto espaço de tempo e percebemos que havia um problema crônico ali. Estimamos que em três dias cerca de 295 mil litros de água tenham sido perdidos com esses vazamentos. Pouco a pouco, estamos conseguindo reduzir as perdas de água e abastecer as residências das pessoas com mais qualidade”, explica Adam Mesquita, coordenador de Operações da Águas do Rio.
Uso de satélite em outras situações
A estratégia da empresa vai além das ferramentas tradicionais. A Águas do Rio também tem como aliado no combate a perdas um satélite, que já foi utilizado para encontrar água em Marte. Por meio dele, é possível identificar a presença de água com cloro no solo, um indicativo de rompimentos invisíveis na rede.
A concessionária recebe as imagens do satélite e, a partir delas, direciona equipes para os pontos com maior potencial de vazamento. A tecnologia tem um índice de acerto entre 70% e 80%, o que permite agir com mais precisão e agilidade.
Postado por [email protected] em 23/jul/2025 - Sem Comentários
Batizado de Alegria, cascudo foi salvo por operadores da Águas do Rio e hoje vive em estação de tratamento que também abriga projeto de recuperação de manguezal
Batizado carinhosamente de “Alegria”, o cascudo, que não pode mais voltar à natureza por não ter condições de sobrevivência, passou a simbolizar a força da vida mesmo nos ambientes mais improváveis .O episódio chama atenção para um problema que impacta diretamente a operação dos sistemas de esgoto: o descarte incorreto de resíduos domésticos nas tubulações. Todos os meses, só na cidade do Rio, cerca de 188 toneladas de lixo, como lenços umedecidos, fraldas e roupas íntimas, são retiradas das redes.
“Infelizmente, faz parte da rotina das nossas equipes lidar com muito lixo e todo tipo de resíduo que acaba indo parar nas tubulações e estações elevatórias. Mas encontrar um peixe cascudo, já adulto, foi algo completamente fora do comum. O resgate virou um lembrete da importância da conscientização ambiental e do respeito à vida. Agora ele está seguro e virou o mascote da maior estação de tratamento de esgoto do estado”, afirma José Maria Vaz, coordenador de Operações da Águas do Rio.

O que era para ser apenas uma limpeza de rotina acabou se transformando em um resgate inusitado: um peixe cascudo foi encontrado vivo, preso à grade que retém resíduos sólidos na Estação Elevatória de Esgoto André Azevedo, em Copacabana. A suspeita é de que ele tenha sido descartado em um vaso sanitário e percorrido toda a rede de esgoto até chegar à unidade. Ferido, o animal foi resgatado com cuidado pelas equipes da Águas do Rio e transferido para um aquário na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Alegria, no Caju.
O caso de Alegria reforça o papel da educação ambiental no combate a esse tipo de problema. A Águas do Rio já conta com um outro mascote oficial: o Azulino, um simpático peixe que percorre escolas da rede pública levando informações sobre o uso consciente da água e a preservação do meio ambiente.
Com mais informação e sensibilização, a expectativa é de que animais como o Alegria possam viver onde deveriam: em seus habitats naturais.
Mangue Alegria
Uma das principais iniciativas ambientais conduzidas pela concessionária acontece justamente no entorno da ETE Alegria. Em parceria com o biólogo Mario Moscatelli, o manguezal no entorno da estação está em processo de regeneração desde o ano passado. Já foram retiradas cerca de 150 toneladas de lixo da área e plantadas mais de 5,5 mil mudas de mangue-vermelho. A meta é revitalizar 8,2 hectares de área degradada, o equivalente a oito campos de futebol do tamanho do Maracanã, com o plantio gradual de 13,5 mil mudas.
Postado por [email protected] em 17/jul/2025 - Sem Comentários
Famílias passam a pagar pelo próprio consumo e garantem comprovante de residência em seu nome
Ter um comprovante de residência em seu próprio nome pode parecer algo comum. Mas, para muitas pessoas que ainda não têm esse documento, uma fatura com a identificação pessoal representa um passo importante na formalização de sua moradia e um item essencial para acessar serviços e benefícios.
Para um grupo de pessoas que residem na rua Graça Melo, no bairro de Cavalcanti, Zona Norte do Rio de Janeiro, essa conquista representa a concretização de um pedido antigo. O morador Maurício Marins, 57 anos, é um dos que enfrentaram essa dificuldade. O técnico em gastronomia esperou por mais de duas décadas para ter o hidrômetro de sua residência individualizado em um quintal dividido entre quatro casas.

“Durante anos, dividimos uma única conta de água entre as casas do terreno, porque só havia um hidrômetro para todos. Por muito tempo tentamos individualizar, mas nunca conseguimos. Quando acionamos a Águas do Rio, fomos atendidos rapidamente e finalmente tivemos nosso pedido realizado. Agora, posso acompanhar o meu consumo, pagar apenas pelo que uso e o principal: ter uma conta em meu nome, o que é fundamental para que exerça meu direito como cidadão”, declara Maurício.
A atuação da concessionária, com equipes especializadas para atender demandas de vilas residenciais, tem sido essencial para viabilizar a individualização dos hidrômetros e garantir mais autonomia e dignidade às famílias atendidas.
“Nosso trabalho é identificar e atender às necessidades desses clientes. A individualização da conta não é apenas uma solução técnica, é uma ferramenta de inclusão social. Garantir que cada cliente tenha sua conta no próprio nome e pague pelo que consome é, acima de tudo, promover cidadania. Só de janeiro até a metade deste ano, já realizamos mais de 500 serviços desse tipo na Zona Norte”, afirma Diogo Medeiros, supervisor da empresa.
Postado por [email protected] em 02/jul/2025 - Sem Comentários
Após décadas de escassez, instalação de bombas muda a rotina de mais de mil famílias na Zona Norte carioca
Lavar roupa só a cada 15 dias e depender de vizinhos para encher baldes era uma dura rotina para Adeldida Silva, de 65 anos. Hoje, com a instalação no Méier de dois boosters (equipamentos que aumentam a pressão da água nas tubulações), a realidade mudou para ela e outras 1.100 famílias do bairro. A água finalmente chega com pressão, regularidade e esperança, encerrando uma longa espera por dignidade naquela região da Zona Norte do Rio.

“Moro aqui há 40 anos. Quando começamos a construir esta casa, meu marido precisava buscar água na rua de baixo para conseguir continuar a obra. A água só chegava aqui a cada três dias, porque moro na parte mais alta da rua. Depois da obra, nem preciso mais usar a bomba em casa”, contou, aliviada.
De acordo com a Águas do Rio, responsável pela iniciativa, os boosters permitem que a água chegue com mais força a imóveis localizados em áreas mais altas ou distantes dos reservatórios. A instalação das bombas nas ruas Barão de Santo Ângelo e Tenente França é uma importante melhoria no fornecimento de água e vai resolver problemas crônicos de abastecimento na região.
Ainda segundo a empresa, as melhorias fazem parte de um plano da concessionária que, até o momento, já implantou 30 equipamentos desse tipo em bairros da Zona Norte, como Penha Circular, Sampaio, Abolição e Vigário Geral, alcançando 188 mil moradores. Até o final do ano, serão instaladas mais 16 unidades, e a expectativa é atender outras 50 mil pessoas no Engenho de Dentro, Irajá, Riachuelo, Cascadura, Marechal Hermes, Madureira, Pilares e Ilha do Governador.

Pano branco para filtrar a sujeira
Com um problema que atravessou gerações de moradores do Méier, Marcos Antônio Amorim, de 68 anos, relembra como era viver nessa realidade na Rua Barão de Santo Ângelo.
“Quando eu era criança, buscava água na rua ao lado ou contava com a ajuda de um vizinho que tinha uma cisterna maior. Minha mãe usava um coletor de chuva com uma canaleta que levava a água até a cisterna, onde colocava um pano branco na ponta do cano para filtrar a sujeira. Era com essa água que fazíamos tudo em casa. O que vejo hoje nem parece que é verdade!”, disse o radialista aposentado.
Segundo Adam Mesquita, coordenador de Operações da concessionária, a escolha dos locais para a implantação das bombas segue um estudo técnico que identifica os pontos mais críticos do sistema.
“Registrávamos muitas queixas por conta da dificuldade de abastecimento, principalmente nas partes mais altas. Com a instalação dos boosters, conseguimos resolver esse problema. Mais de mil residências beneficiadas é um resultado muito relevante para um bairro tão populoso como o Méier”, destacou Adam.