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Intervenção na Magno Martins beneficia 300 moradores e faz com que 34 mil litros de esgoto por dia deixem de correr a céu aberto e passem a ser tratados
A rotina de cerca de 300 moradores da comunidade Magno Martins, na Ilha do Governador, começou a mudar após uma obra de melhoria do sistema de esgotamento sanitário realizada pela Águas do Rio. A concessionária do grupo Aegea substituiu 60 metros da rede de esgoto e eliminou o lançamento de aproximadamente 34 mil litros de dejetos por dia a céu aberto. A intervenção pôs fim a um problema que se arrastava há anos e afetava não apenas as casas, mas também pequenos negócios da região: em dias de chuva, o esgoto transbordava, invadia imóveis e dificultava a circulação pelas ruas.
Para Rizolene de Souza, manicure e moradora do local há 26 anos, a situação também prejudicava seu trabalho:

“Era bem complicado. Clientes deixavam de vir ao meu salão, e muitas vezes os atendimentos precisavam ser interrompidos, sem contar o risco permanente de perder materiais que uso no dia a dia”, contou Rizolene, lembrando ainda que, quando chovia, ela e outros moradores precisavam improvisar caminhos com tijolos e tábuas para conseguir atravessar a vila, enquanto o esgoto transbordava.
Hoje, Rizolene consegue atender suas clientes sem precisar interromper o trabalho por causa da água que entrava no salão. A primeira prova da mudança veio justamente nos dias de chuva.
“Depois que finalizou a obra, já choveu forte duas vezes e não fomos afetados. Graças a Deus, a gente pode dormir tranquilo, que não vai alagar mais”, afirma.
Investir em saneamento também significa criar um ambiente mais favorável para quem trabalha e empreende no território. Pequenos negócios, como o salão de Rizolene, movimentam a economia local e ajudam a manter a renda circulando dentro da própria comunidade.
Para Bruno Salles, gerente executivo da Águas do Rio, a atuação nesses territórios começa pela escuta dos moradores e busca solucionar situações que interferem diretamente na vida de quem mora e trabalha nesses locais.
“Quando a gente melhora o saneamento, o resultado aparece no dia a dia. É o morador que ganha mais tranquilidade, o comerciante que consegue trabalhar e a comunidade que passa a ter melhores condições. Quando a infraestrutura melhora, também criamos condições para fortalecer a economia local e contribuir para a valorização do território”, afirma.
Além dos reflexos para moradores e comerciantes, a nova infraestrutura ajuda a transformar a relação da população com o lugar onde vive. Uma área antes marcada por alagamentos e problemas de esgoto passa a oferecer um ambiente mais adequado para circulação e convivência. Ao longo do tempo, avanços como esse também podem contribuir para a valorização do território e dos imóveis.
“Os clientes chegam aqui agora elogiando que a nossa vila é um modelo de vila modelo. Todo mundo está muito feliz com o resultado”, concluiu Rizolene.
Menos 4,9 milhões de litros de esgoto por dia na Baía
Também na Ilha do Governador, a Águas do Rio colocou em operação no mês passado o primeiro coletor de tempo seco da região, instalado no Corredor Esportivo do Moneró. Em dias sem chuva, a estrutura capta o esgoto lançado irregularmente nas galerias pluviais e o direciona para tratamento na Estação de Tratamento de Esgoto da Ilha do Governador (Etig), evitando que mais de 490 mil litros de esgoto in natura cheguem diariamente à Baía de Guanabara.
O coletor integra um cinturão de proteção que contará com outros quatro pontos de captação na Praia de São Bento (com dois coletores), no Canal da Portuguesa e no Rio Jequiá. Quando todo o sistema estiver em operação, a barreira sanitária terá capacidade para reter 57 litros de esgoto por segundo, o equivalente a 4,9 milhões de litros por dia, contribuindo para a recuperação ambiental da orla da Ilha do Governador e da Baía de Guanabara.
