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Sistema de cápsulas trata dejetos em poucas horas e os transforma em água não potável

Tema de debates sobre políticas públicas em todo o país, a universalização dos serviços de água e esgoto ainda é um desafio para muitas cidades, principalmente quando envolve moradias localizadas em áreas de difícil acesso, como é o caso das encostas e dos terrenos em declive das comunidades que cercam a capital fluminense. Na Zona Sul, um projeto-piloto implantado pela concessionária Águas do Rio em parceria com a startup Zero Esgoto se propõe a solucionar o problema. Com o auxílio da biotecnologia, efluentes de 50 residências da comunidade Tavares Bastos, no Catete, já estão sendo tratados in loco e devolvidos ao solo.

Homens transportam a cápsula onde o esgoto será tratado: unidade vai operar por 35 anos, sem precisar de manutenção

Homens transportam a cápsula onde o esgoto será tratado: unidade vai operar por 35 anos, sem precisar de manutenção — Foto: Divulgação/Eduardo Júnior

A startup desenvolveu um sistema sanitário que trata os resíduos dentro de uma cápsula, evitando, assim, o despejo de esgoto in natura, produzido na parte mais elevada do morro, para as redes de água das chuvas que deságuam na Baía de Guanabara. O tratamento é feito através de processos orgânicos, sem adição de produtos químicos, e tem capacidade para transformar um volume de 12.500 litros de esgoto por dia em água não potável, mas que não contamina o solo, em até seis horas.

— O Brasil, e em especial o Rio de Janeiro, tem muitas áreas onde soluções convencionais, adotadas há décadas, não serão suficientes para que a universalização do saneamento seja alcançada. Esta iniciativa inovadora já nasce beneficiando pessoas e o meio ambiente e serve como piloto para que o saneamento seja efetivamente levado a tantas outras regiões que têm limitações de relevo — explica Pedro Ortolano, gerente de Operações da Águas do Rio.

O sistema de tratamento de esgoto da Comunidade Tavares Bastos é diferente das outras Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). Funcionando em módulos ligados à rede das casas, ele não produz resíduos; permite alcançar locais de difícil acesso, como becos e travessas; funciona sem energia elétrica; e pode ser ligado a uma ou mais casas, ou até a uma cidade inteira. Cravada no meio do terreno, a estação vai operar por 35 anos, sem necessidade de manutenção no sistema de cilindros.

— A biotecnologia que desenvolvemos trata os efluentes e as fezes com um blend de bactérias. A matéria orgânica é degradada, através de hidrólise, e transformada em “água classe dois”, equivalente à água da chuva ou de rio, para ser devolvida para a natureza — explica Célio Sathler, cofundador da startup.

Sistema de tratamento é sustentável e os efluentes são tratados na própria rede construída — Foto: Divulgação/Eduardo Junior
Sistema de tratamento é sustentável e os efluentes são tratados na própria rede construída — Foto: Divulgação/Eduardo Junior

Além de sustentável, a iniciativa evita o extravasamento do esgoto para condomínios e prédios da região, uma vez que a água das chuvas escoa pelos barrancos até chegar às residências, no entorno da comunidade.

— O projeto da Tavares Bastos demonstra como a tecnologia pode não apenas transformar a realidade do saneamento, mas beneficiar toda a população. Em breve, poderemos replicar a iniciativa em outras regiões e comunidades, ampliando seu impacto positivo — destaca Samuel Augusto, diretor-executivo de Comunidades da Águas do Rio.

–O Brasil e, em especial, o Rio de Janeiro, tem muitas áreas onde soluções convencionais, adotadas há décadas, não serão suficientes para que a universalização do saneamento seja alcançada. A iniciativa inovadora da Águas do Rio, em parceria com a Zero Esgoto, já nasce beneficiando pessoas e o meio ambiente, servindo como piloto para que o saneamento seja efetivamente levado a regiões que possuem limitações de relevo — explica Pedro Ortolano, gerente de Operações da Águas do Rio.

O sistema de tratamento de esgoto da Tavares Bastos é diferente do das outras Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). Funcionando em módulos ligados à rede das casas, ele não produz resíduos; permite alcançar locais de difícil acesso, como becos e travessas; funciona sem energia elétrica; e pode ser ligado a uma ou mais casas, ou até uma cidade inteira. Enterrada no terreno, a estação vai operar por 35 anos sem que seja preciso fazer manutenção no sistema de cilindros.

— A biotecnologia desenvolvida pela Zero Esgoto transforma o esgoto e as fezes por meio de um blend de bactérias que degradam a matéria orgânica através de hidrólise transformando-a em água classe dois, equivalente a água da chuva ou de rio, para ser devolvida para a natureza — explica o cofundador da startup, Célio Sathler.

Além de sustentável, a iniciativa também vai evitar o extravasamento do esgoto para condomínios e prédios da região, uma vez que a água das chuvas escoa pelos barrancos até chegar às residências no entorno da comunidade.

–Estamos comprometidos em levar soluções sustentáveis para as comunidades do Rio de Janeiro. O projeto em Tavares Bastos demonstra como a tecnologia pode não apenas transformar a realidade do saneamento, mas também beneficiar toda a população. Estou otimista de que, em breve, poderemos replicar essa iniciativa em outras regiões e comunidades, ampliando seu impacto positivo — conta Samuel Augusto, diretor-executivo de comunidades da Águas do Rio.

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