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Unidade vai atender Queimados e Japeri e uma parte de Nova Iguaçu e evitar que mais de 51 milhões de litros de esgoto sejam lançados diariamente na Bacia do Guandu, que abastece 80% da Região Metropolitana do Rio

Um novo e importante passo para levar mais qualidade de vida a milhões de cidadãos fluminenses foi dado pela Águas do Rio e por autoridades estaduais e municipais. Nesta sexta-feira (29/9), a concessionária recebeu a licença ambiental e lançou a pedra fundamental para a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) numa área limite entre Queimados e Japeri, na Baixada Fluminense.

A estação faz parte do projeto de implantação dos sistemas de esgotamento sanitário nesses dois municípios, que terão os serviços de esgoto universalizados. Uma localidade de Nova Iguaçu, cujo esgoto deságua no Rio Guandu, também será contemplada. O investimento será em torno de R$ 750 milhões.

“Neste novo momento para o meio ambiente e saneamento no Estado do Rio de Janeiro, é uma alegria enorme poder entregar as licenças de mais uma grande obra que irá levar mais qualidade de vida para milhares de pessoas. Já temos observado diversas melhoras significativas para a população fluminense e agora os moradores de Queimados e Japeri serão os mais novos beneficiados por esse avanço sanitário”, disse Thiago Pampolha, vice-governador e secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade.

Na estação, que ficará no bairro Jardim Queimados, em Queimados, num terreno bem perto de Engenheiro Pedreira, distrito de Japeri, serão tratados cerca de 600 litros de esgoto por segundo. O projeto prevê a instalação de cerca de 700 km de redes, além de 60 estações elevatórias, responsáveis por bombear e encaminhar o esgoto até a estação de tratamento.

Segundo a Águas do Rio, aproximadamente 51 milhões de litros de esgoto deixarão de ser lançados diariamente na Bacia do Rio Guandu, o equivalente a 20 piscinas olímpicas. As obras começarão no início do próximo ano e serão entregues em etapas. A primeira fase ficará pronta em 2025, e a estrutura vai operar em sua capacidade máxima em 2026.

“Temos um desafio e tanto pela frente, que é, em apenas três anos, construir os sistemas de esgoto de dois importantes municípios da Baixada. Dada a complexidade da implantação desses sistemas, esse é um prazo muito curto. Porém, temos também um propósito forte: transformar a vida das pessoas, levando saúde, dignidade, oportunidades e desenvolvimento sustentável, tudo isso a partir do saneamento. Isso nos move. Promover o saneamento para os moradores de Japeri e Queimados é dar início a uma transformação, que vai gerar ciclos virtuosos, o que chamamos de Prosperidade Compartilhada”, comenta o presidente da Águas do Rio, Alexandre Bianchini.

A iniciativa, avaliam técnicos da companhia, vai muito além de implantar os serviços de coleta e tratamento de esgoto para os 270 mil moradores de Japeri, Queimados e da parte de Nova Iguaçu. Essas localidades, em pleno século 21, ainda não têm acesso a esse serviço essencial para a saúde e bem-estar. Trata-se de uma questão ambiental de grandes proporções. O funcionamento da ETE vai contribuir diretamente para a despoluição do Rio Guandu, onde é captada a água que é tratada e distribuída para nove milhões de pessoas, não apenas da Baixada Fluminense, mas também de outras cidades do estado atendidas pela Águas do Rio e outras concessionárias.

“Hoje é um dia muito especial para o Inea. Sabemos que é uma longa estrada para chegarmos aos 100% do saneamento básico, mas os resultados já chegaram de forma rápida, com a balneabilidade de praias. Saneamento básico é saúde, desenvolvimento econômico e dignidade”, afirmou o presidente do Inea, Philipe Campelo.

Cronograma arrojado e sólida parceria

O reflexo da operação da ETE será sentido nos sistemas de abastecimento de Japeri e do Guandu, este último responsável por 80% do fornecimento de água potável da Região Metropolitana do Rio. Ele atende as cidades de Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaguaí, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados, São João de Meriti e Rio de Janeiro.

“O cronograma arrojado de conclusão das obras requer a sólida parceria construída com o Governo do Estado do Rio e com os municípios, além de um planejamento bem elaborado. Outro fato importante é que vamos incentivar a contratação de mão de obra local, para gerar emprego e renda onde estamos presentes”, disse Luiz Fabbriani, diretor-superintendente da Águas do Rio com atuação na Baixada Fluminense.

Esdras da Silva, agricultor de 41 anos, nasceu em Japeri e, como ativista ambiental, compreende bem a importância de cuidar do esgoto e dar uma destinação adequada. “Quando o esgoto é tratado, a vida é preservada. Porque, além de protegermos o meio ambiente, combatemos ameaças à nossa saúde. E agora, o que parecia ser um sonho distante finalmente começa a se tornar realidade com o lançamento dessa pedra fundamental de uma obra essencial para a recuperação dos mananciais que enriquecem a região”, disse ele, que integra o Comitê das Bacias Hidrográficas do Guandu.

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