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Com a ajuda da concessionária, a flora e a fauna da Lagoa terão proteção contínua

No próximo sábado (16/10), às 10h, a Águas do Rio, responsável pelo saneamento básico em 27 municípios do estado, incluindo 124 bairros da capital, firma parceria com a Manglares Consultoria Ambiental, do biólogo Mário Moscatelli, a prefeitura do Rio e o governo do estado, para a manutenção do ecossistema da Lagoa Rodrigo de Freitas. É a primeira vez que uma empresa privada patrocina o projeto Manguezal da Lagoa, que completa 32 anos.

Lagoa Rodrigo de Freitas: 7 mil m² de área serão preservadas

Lagoa Rodrigo de Freitas: 7 mil m² de área serão preservadas

Com o apoio da concessionária, os 7 mil m² da lagoa receberão cuidados contínuos. O projeto prevê uma equipe de profissionais da área ambiental, dedicada à proteção do mangue e dos animais que vivem ali, atuação no controle de pragas, replantio de espécimes e limpeza das margens. A criação de campanhas de educação ambiental também faz parte do escopo.

“O trabalho de recuperação da Lagoa é de responsabilidade de todos. A nossa parte inclui apoiar um dos projetos mais bem-sucedidos de preservação ambiental do Rio, no ecossistema de um dos maiores cartões postais da cidade. Temos o compromisso com a educação ambiental e o cuidado com a coleta e tratamento do esgoto da região.”, afirma o diretor presidente da concessionária, Alexandre Bianchini.

A Águas do Rio vai monitorar a lagoa para manter o sistema de forma eficiente e contará, inclusive, com uma equipe permanente dedicada à região. Dentre as ações iniciais, a concessionária irá revitalizar e operar as elevatórias do Parque dos Patins e Árabe que vão dar mais segurança operacional                                                                              quanto ao extravasamento de esgoto às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Manguezal da Lagoa

Há três décadas, Mário Moscatelli começou seu trabalho nas margens da lagoa, plantando árvores de mangue vermelho e branco, vegetação natural destruída pelo avanço da urbanização dos últimos 100 anos. Foram mais de 4,5 mil exemplares plantados, que são hoje a casa de caranguejos, capivaras e pássaros como garças, savacus, colhereiros e frangos d’água. “Quanto mais heterogêneo e estável o ambiente, mais atrai animais”, explica o biólogo.

O apoio da Águas do Rio vai dar maior segurança à iniciativa, depois de décadas de auxílios esporádicos de órgãos e instituições. De acordo com o biólogo, com esta parceria será possível tornar o ecossistema local ainda mais diverso. “Uma lagoa saudável com capivaras, pássaros, caranguejos, se transforma em um centro de ecoturismo, onde todos saem ganhando: a qualidade da água, os animais, os donos de quiosques e visitantes. Mostrando um trabalho sério, contínuo e permanente, o resultado positivo virá sem dúvida alguma e poderá ser replicado em outros locais do Rio”, afirma Moscatelli.

Bioparque

O próximo passo desejado pelo biólogo e pela Águas do Rio é a criação de um bioparque público, com a montagem de um deck com binóculos para observação da paisagem, implantação de ilhas flutuantes para atrair ainda mais animais, placas com informações sobre o ecossistema e a criação de programas de educação ambiental.

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