Postado por [email protected] em 16/maio/2025 -
Problema, que afetava o Pereirão há mais de dois anos, atrapalhava a circulação dos moradores e provocava mau cheiro em Laranjeiras
Todo dia era preciso travar uma luta contra o esgoto que invadia a porta de casa, trazia mau cheiro e ameaçava a saúde de crianças e famílias inteiras. Após mais de dois anos de espera, moradores do Pereirão, como é carinhosamente conhecida a comunidade Pereira da Silva, em Laranjeiras, na Zona Sul carioca, finalmente respiram aliviados. Uma obra da Águas do Rio pôs fim ao esgoto a céu aberto numa das vias da região, um problema que não só dificultava a circulação, mas também comprometia a dignidade e a qualidade de vida de quem vive ali.
“Há mais de dois anos esse esgoto vazava. Era um cheiro horrível, que impossibilitava a permanência dentro das residências”, conta Kelly Martins, presidente da associação de moradores local. A situação, além de prejudicar a circulação de pessoas e veículos, afetava diretamente seis residências.
Luiz Guilherme Bispo, coordenador de Operações da concessionária, explica que, após inúmeras desobstruções e limpezas, foi constatada a necessidade de uma intervenção definitiva.
“A rede não suportava mais o volume de resíduos. Para solucionar o problema, instalamos 18 metros de nova tubulação, com diâmetro maior, o que vai melhorar o escoamento e evitar novos extravasamentos.”

A intervenção trouxe alívio imediato à comunidade. Agora, moradores do Pereirão podem circular com tranquilidade, sem conviver com o mau cheiro ou com o risco de contaminação. Além de devolver dignidade às famílias diretamente afetadas, a obra também beneficiou uma escola municipal próxima, que precisava driblar o mau cheiro e o risco à saúde dos alunos que pisavam no extravasamento.
“Quero agradecer à Águas do Rio pela atenção e pelo rápido atendimento sempre que solicitada. É a prova de que é possível levar saneamento básico às favelas do Rio de Janeiro”, finaliza Kelly.
Postado por [email protected] em 07/maio/2025 -
Com nova rede de esgoto, moradores do Arará superam dias de sacola no pé e medo de doenças
Ir à igreja — um dos hábitos favoritos de Sônia Maria Alves de Oliveira, de 62 anos, moradora do Arará, em Benfica, na Zona Norte carioca, desde a infância — era um pesadelo. Afinal, quando a rede de esgoto que atende à região entupia — principalmente em períodos de forte chuva, o que causava o transbordamento do rio que passa atrás de sua casa —, o beco em que ela vive enchia, fazendo com que fosse preciso amarrar sacolas plásticas aos pés para não ter contato com o esgoto.
“Eu moro aqui há bastante tempo e convivo com essa realidade há anos. Para sair de casa era uma dificuldade, ainda mais com o meu neto pequeno. Isso aqui enchia, e a gente não conseguia passar, pois tínhamos medo de pegar uma doença. Colocávamos tijolos para conseguir andar entre a água podre e fedida que ficava na porta da minha casa. O meu vizinho está com a perna machucada e não conseguia sair de casa sem a ajuda de outra pessoa”, contou Sônia, uma das cerca de 100 pessoas beneficiadas pela intervenção.
Porém, essa realidade mudou após uma obra da Águas do Rio na região.
“Realizamos uma obra de extensão de 30 metros na rede de esgoto da área, aumentando a capacidade de coleta da tubulação e evitando que novos extravasamentos impedissem a circulação de pessoas no local”, explica Eduardo Tenório, supervisor de Operações da concessionária.
Assim como Sônia, Sérgio dos Santos também sabe como era dura a realidade de conviver com o esgoto por tanto tempo. Morador da comunidade há 32 anos, ele era obrigado a desviar do esgoto para chegar até a casa da sogra:
“As condições aqui eram precárias. Convivíamos com esgoto a céu aberto. Não dava para passar. Éramos obrigados a arrumar um pedaço de madeira ou algum outro objeto para conseguir atravessar o terreno sem pisar na sujeira.”
Após a chegada da Águas do Rio, a situação mudou de figura. O que antes era tomado pelo esgoto, hoje está limpo e não impede o ir e vir dos moradores.
“Nosso compromisso é garantir dignidade e qualidade de vida para quem mais precisa. Ver o impacto positivo que o saneamento gera na rotina das pessoas é o que nos move todos os dias”, concluiu Tenório.
Postado por [email protected] em 15/abr/2025 -
Mais de 10 mil litros de água foram distribuídos pela Águas do Rio durante o evento na Zona Norte carioca
Com o propósito de reunir arte, sabor e identidade em um só lugar, a segunda edição do Favela Gastronômica agitou a Praça de Inhaúma, na Zona Norte do Rio, no fim de semana dos dias 12 e 13 de abril. Organizado pela ONG Voz das Comunidades, o evento nas proximidades do Complexo do Alemão atraiu 33 mil pessoas e celebrou a culinária da favela com pratos a preços populares e shows de grandes nomes do samba.
Pelo segundo ano consecutivo, a Águas do Rio marcou presença e disponibilizou pontos de hidratação para que os participantes e visitantes pudessem se refrescar. Ao longo dos dois dias, foram distribuídos mais de 10 mil litros de água gelada. A concessionária também realizou uma ação de conscientização sobre o consumo consciente e a importância do descarte correto de resíduos sólidos.
“Além de potencializar talentos locais, uma inciativa tão relevante como o Favela Gastronômica mostra como as comunidades cariocas podem impactar a economia. Estar presente em eventos como esse, reafirma o nosso compromisso de transformar a realidade dos moradores das 525 comunidades em que atuamos.”, afirma Sinval Andrade, Diretor Institucional da Águas do Rio.
Renê Silva, presidente da Voz das Comunidades, explica que o intuito da Favela Gastronômica é impulsionar o comércio local e impactar positivamente as demais comunidades, exaltando a economia criativa e a gastronomia periférica. Segundo ele, o apoio da Águas do Rio é fundamental para o sucesso da iniciativa, mantendo todos bem hidratados para que possam aproveitar a experiência ao máximo.
Campeã do concurso em 2024 e competidora este ano, Allana Soares, do Star Open Food, afirmou que a relevância do evento não está em vencer ou não a competição, mas sim na valorização da regionalidade e da cultura gastronômica da favela.
“É fundamental dar voz e palco para os profissionais de gastronomia das comunidades. Ter uma empresa com o porte da Águas do Rio presente aqui é essencial para trazer ainda mais relevância ao nosso trabalho e à Favela Gastronômica como um todo.”

Nascida e criada no Complexo do Alemão, Marilene dos Santos Carvalho prestigiou a competição após ter tido uma ótima experiência no ano anterior. A dona de casa, de 63 anos, que, entre uma atração e outra, parou para beber uma água gelada e se refrescar, diz se sentir muito feliz em testemunhar outros moradores de comunidades ganhando destaque por meio da culinária.
“Há muitos talentos nas favelas cariocas a serem explorados, e eles só precisam de oportunidade para florescer. Não vou perder a próxima edição”, garantiu Marilene.
A recepcionista Adriana Paula, de 55 anos, e a dona de casa Wandilse Ferraz, de 65, são amigas há décadas e não perdem a oportunidade de saírem juntas. Fãs da arte de cozinhar, elas ficaram encantadas com a variedade de pratos e opções:
“Os preços populares nos permitem experimentar uma infinidade de sabores. Aqui a gente consegue comer bem e pagar pouco. E, para melhorar, ainda tem água geladinha para espantar o calor e ninguém ficar com sede.”
Postado por [email protected] em 26/fev/2025 -
Morador da Rocinha há mais de 40 anos, o comerciante Luiz Gomes da Silva, que possui um pequeno mercado na Rua da Raiz, lembra que sempre sofreu com um extravasamento de esgoto na comunidade da Zona Sul carioca. O problema era recorrente devido ao acúmulo de lixo e ao assoreamento das redes – pluviais e de esgotamento sanitário –, que, com o crescimento populacional, tornaram-se insuficientes, dificultando a circulação de pedestres. Porém, a realidade de Luiz e de cerca de cinco mil moradores da região foi transformada após a Águas do Rio finalizar uma obra no local.
“Quando chovia aqui, não dava para passar. Era tudo alagado, e a vala estourava todos os dias. Até sem chuva já estourava. Tinha dias em que eu não conseguia abrir a minha loja para trabalhar”, conta.
Iniciada em setembro passado, a intervenção teve como principal objetivo resolver problemas históricos de saneamento na maior favela do Brasil, trazendo benefícios diretos para a saúde e a qualidade de vida dos moradores. A concessionária realizou a extensão de 120 metros da rede de esgoto, com um dimensionamento maior, além de captar os resíduos despejados irregularmente nas galerias de águas pluviais por meio de Coletores de Tempo Seco (CTS) – sistema que intercepta e leva para tratamento o esgoto lançado indevidamente na rede pluvial.
Hoje, Seu Luiz, como gosta de ser chamado, não se preocupa mais com as mudanças climáticas e celebra:
“Agora, quando chove, a água escoa bem rápido. Não está mais enchendo como antes. Não tenho mais aquela preocupação de entupir e alagar tudo. Após a obra, ficou bem melhor.”
A cozinheira Sônia Santana, de 75 anos, vizinha de Seu Luiz, também teve seu dia a dia transformado pela atuação da concessionária. Moradora da Rocinha desde os anos 70, ela viu a comunidade crescer e se desenvolver ao longo dos anos. Mas, segundo ela, algo que demorou a mudar foi o extravasamento de esgoto na sua rua.
Acostumada a conviver com o mau cheiro e a proliferação de insetos na porta de sua casa, devido à proximidade com uma das valas, hoje ela comemora:
“Antes, era impossível andar com a água preta que ficava por aqui, fora o fedor insuportável. Hoje, eu consigo passar com o meu carrinho de feira sem problemas. A nossa vida melhorou bastante com essa obra.”
As melhorias no sistema de esgoto não são apenas uma questão de infraestrutura, mas também de saúde pública. Com o esgotamento adequado, a propagação de doenças relacionadas à falta de saneamento, como diarreia, hepatite e leptospirose, deverá diminuir consideravelmente.
“Diante do crescimento populacional, a antiga rede de esgoto tornou-se incapaz de suportar a demanda da área. Nosso objetivo é criar um ambiente mais seguro e saudável, trabalhando em colaboração com os moradores para garantir que essas melhorias atendam às necessidades reais da comunidade”, afirma Samuel Augusto, diretor executivo da Águas do Rio.